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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Unidade de biometano dependente da conclusão do Estudo de Impacte Ambiental

O ponto de situação foi feito pelo vereador do Ambiente, Luís Lopes, na última reunião do executivo, depois de a vereadora do PSD, Sofia Carreira ter questionado o executivo sobre o estado atual do projeto e do estudo do plano rodoviário.

O projeto da unidade de produção de biometano prevista para a freguesia de Amor continua dependente da conclusão do Estudo de Impacte Ambiental, bem como da estabilização de vários aspetos técnicos, com destaque para os acessos rodoviários que ainda não estão definidos.
O ponto de situação foi feito pelo vereador do Ambiente, Luís Lopes, na última reunião do executivo, depois de a vereadora do PSD, Sofia Carreira ter questionado o executivo sobre o estado atual do projeto e do estudo do plano rodoviário.

in Diário de Leiria

 

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Repsol compra 40% da empresa que vai construir unidade de biometano em Amor

A empresa espanhola Genia Bioenergy, responsável pela unidade de biometano a construir na freguesia de Amor, no concelho de Leiria, estabeleceu um acordo para a cedência de 40% do seu capital à Repsol.
“O acordo inclui 19 das suas centrais de biometano que se encontram em fase de desenvolvimento, existindo outros 11 projetos em fase inicial”, explicou em comunicado na quinta-feira, dia 11, a Repsol.
Esta empresa “adquirirá a totalidade do gás produzido por estes projetos, que constituirão uma plataforma única para criar ecossistemas agroindustriais capazes de oferecer soluções para a valorização dos seus resíduos”, adianta.
Quanto à fábrica em Amor - sobre a qual decorreu uma sessão de esclarecimento na localidade, na quarta-feira, depois do fecho desta edição – uma fonte da Genia Bioenergy disse ao REGIÃO DE LEIRIA que o acordo com a Repsol “significa uma garantia adicional da sua permanência”, pois permitir-lhe-á “não depender de fundos de investimento”.
A unidade d e Amor “ será uma ferramenta para a indústria agroalimentar, produtores de resíduos, sector primário e a pecuária em Leiria (e mais tarde noutras localidades portuguesas) para reduzir custos, melhorar a sua competitividade, gerar uma economia circular baseada na revalorização dos resíduos e evitar um maior impacto no ambiente”, adiantou.
O diretor executivo (CEO) da Genia Bioenergy, Gabriel Butler, já tinha afirmado em fevereiro deste ano que a empresa “tem a intenção de avançar com novos projetos em Portugal”, embora neste momento esteja “muito focada na unidade de biometano da freguesia de Amor e a trabalhar para que seja uma realidade o mais brevemente possível”. “Será um exemplo para futuros projetos em Portugal e uma referência de sustentabilidade”, frisou.
O presidente da Junta de Freguesia de Amor, Adriano Neto, mostra-se otimista: “Não tenho dúvidas de que é um bom projeto. Espero que esta solução acabe com o problema [da poluição] que temos diariamente e penso que não haverá a questão dos cheiros”. Quanto à evolução da fábrica – produção de biometano, biofertilizantes e aproveitamento da água dos efluentes – o CEO da Genia Bioenergy esperava em fevereiro obter as autorizações para iniciar a construção em nove meses. A obra levará de 12 a 15 meses a construir.

Região de Leiria

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Amor vai receber central de biometano


O município de Leiria, mais concretamente a freguesia de Amor, vai ter uma central de produção de biometano a partir de efluentes pecuários e outros subprodutos orgânicos. 

De acordo com um comunicado conjunto da Câmara Municipal de Leiria e restantes empresas envolvidas no projeto - Ambilis e Genia Bioenergy -, esta central produzirá 107GWh/ano de biometano, o suficiente para cobrir 35% das necessidades do município de Leiria. 

"Este biometano é um gás com as mesmas características do gás natural, mas de origem renovável, que pode ser injetado na rede de distribuição e utilizado pela indústria, pelo sector doméstico ou pelo automóvel", esclarece a nota de imprensa.

A central prevê ter um posto de abastecimento de BioGNC/BioGNL para recarga de veículos movidos a gás "que favorecerá uma mobilidade mais sustentável e descarbonizada em Leiria conseguindo ao mesmo tempo uma recuperação energética e agronómica do estrume animal".

O projeto, que já iniciou a sua fase de processamento e a sua construção poderá começar dentro de um ano para estar operacional em 2025, foi apresentado esta terça-feira, 19 de setembro, e comprometido num acordo assinado entre a Câmara Municipal de Leiria, a Ambilis e a empresa espanhola Genia Bioenergy, na presença do secretário de Estado da Agricultura, Gonçalo Rodrigues.

A unidade vai ocupar um terreno de 5 hectares e vai transformar quase toda a produção de chorumes e estrumes de gado e de galinha do distrito em biometano, água regenerada e corretivos orgânicos para utilização agrícola, informou o comunicado.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, a central de biometano irá evitar a emissão de 320 mil toneladas de CO2 eq/ano, reduzindo assim as emissões de gases dom efeito de estufa e contribuindo para a descarbonização da economia ao substituir o gás de combustível fóssil por gás renovável. 

"As lagoas de água recuperada serão um recurso valioso em caso de incêndios florestais e os fertilizantes e corretivos orgânicos permitirão uma agricultura mais sustentável sem depender de produtos químicos provenientes do estrangeiro."

O projeto inclui também a criação de um centro de I&D&I em colaboração com centros de investigação locais para investigar novos processos de produção e utilização de fertilizantes a partir do digerido. 

Segundo o mesmo comunicado, evitará também a "poluição dos solos e dos aquíferos por nitratos, uma vez que, após o processo, o azoto contido no chorume muda de formulação, tornando-se um composto absorvido pelas plantas e deixando de se acumular no solo".

Com um investimento direto de 25 a 30 milhões de euros e a criação de até 65 postos de trabalho diretos e indiretos, a instalação desta infraestrutura já se encontra na sua fase de licenciamento, prevendo-se que o início dos trabalhos possa decorrer num prazo de um ano, para entrar em funcionamento, como referido, em 2025. 

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