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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

A pouca vergonha continua


Ontem, mais uma vez, em plenos Campos do Lis, mais um presente de alguma suinicultura pata todos nós. Dada a sua repetibilidade, este vai sendo um modo de agir que infelizmente já vamos estando habituados e que continuamos a compactuar, sem reagir. 
Muitas vezes, porque na verdade continuam as dúvidas do que é ou não legal e a quem deveremos recorrer. É por isso que queremos colaborar para formar uma sociedade civil mais informada e que em rede nos ajude a acabar de vez com esta situação. Vamos tentar contactar as autoridades competentes, recolher informação do que é ou não legal e de como deveremos denunciar situações deste calibre. O nosso mail é aldeiadeamor@hotmail.com, enviem-nos todas as informações de abuso ambiental que tenham. Vamos formar uma mailing list e vamos procurar trabalhar em rede. Todas as informações são úteis, qualquer descarga deve-nos ser informada, para podermos contactar as autoridades e os meios de comunicação social. Temos que os vencer...nem que seja pelo cansaço....

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Moção recomenda grupo de trabalho para acompanhar unidade de tratamento de efluentes suinícolas


A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) aprovou uma moção, recomendando aos municípios afectados pela poluição da Bacia Hidrográfica do Rio Lis que seja criado um grupo de acompanhamento dos estudos e do desenvolvimento da proposta sobre a unidade de Tratamento de Efluentes Suinícolas que possa vir a ser concretizada.
A moção foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Intermunicipal da CIMRL, que se realizou no passado dia 17, por videoconferência.
Na moção, a CIMRL lembra o despacho que prevê o envolvimento dos municípios nas questões ambientais da bacia do Lis, tendo os presidentes das Câmaras Municipais já afirmado a sua “disponibilidade com os esforços possíveis para a despoluição da bacia hidrográfica e para a construção dos equipamentos que permitam a resolução definitiva”.

in Diário de Leiria

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Município de Leiria reúne com suinicultores para tentar resolver poluição ambiental

O Município de Leiria está “empenhado” em resolver o problema da poluição ambiental provocada pelos suiniculturas, pelo que vai continuar a reunir com o sector.
Na reunião de executivo de hoje, os vereadores do PSD confrontaram o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, com os “maus cheiros” provocados pelos espalhamentos efectuados no concelho e as descargas de efluentes no rio.
O autarca afirmou que essas foram as razões que o levaram a reunir esta semana com o presidente da Associação dos Suinicultores, David Neves, para “encontrar uma solução”.
“O objectivo é perceber que tipo de acção tem de ser feita para se reduzir este tipo de cheiro e a poluição ambiental, sem estar dependente de uma situação estrutural - construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas -, que não é possível ter no imediato”, avançou Gonçalo Lopes.
O presidente anunciou que tem agendadas novas reuniões com David Neves, assim como com a Águas de Portugal, que irá visitar a Estação de Tratamento de Águas Residuais Norte, para onde poderão ir parte dos efluentes.
Gonçalo Lopes recordou que o Governo atribuiu à Águas de Portugal a realização de um estudo para que seja construída uma Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas e crie um modelo financeiro.
“Se a solução fosse fácil e rápida já estava resolvida há muito tempo. Esta é uma área que não depende da Câmara, mas estamos empenhados em criar consensos com os agentes económicos, Ministério da Agricultura e Ministério do Ambiente. É preciso um compromisso por parte dos suinicultores e, claro, fiscalização”, assumiu.
O vereador social-democrata, Álvaro Madureira, sugeriu que o Município crie um regulamento para os espalhamentos. “Tem de haver uma fiscalização grande, porque os próprios solos estão saturados e a população tem de ter qualidade de vida. Não pode ficar impedida de abrir a janela por causa do cheiro nauseabundo, que sufoca as famílias.”
Gonçalo Lopes acrescentou que “todos os dias serão produzidos cerca de 1000 metros cúbicos de efluentes suinícolas, que têm de ser controlados”.

in Jornal de Leiria

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Até quando?

Até quando vamos ser bombardeados com constantes maus cheiros?
Até quando vamos continuar a ter pessoas à frente da nossa comunidade que nada fazem para acabar de vez com este problema?
Até quando?

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Pode ser que desta vez, com o cheiro a começar a chegar a Leiria, se pense em resolver o problema (Capa do Jornal de Leiria de hoje)

Leiria | As últimas semanas foram marcada por mau cheiro e moscas na cidade do Lis. Suinicultores recusam responsabilidade e falam de “coisas que nada têm a ver com as suiniculturas”  A existência de pragas de moscas e cheiro nauseabundo é tão comum nos Campos do Lis que até se poderia cair na tentação de considerar tais factos como sendo “normais”.  

Nas últimas semanas, contudo, o odor intenso e os irritantes insectos chegaram a Leiria, chamando a atenção de muitos para os espalhamentos de efluentes, problema que ao longo de todo o ano afecta a população residente nas localidades no Vale do Lis.  É com a chegada do calor que o incómodo se torna mais patente. “As populações de Amor e Barreiros vivem num desespero constante com a situação”, garante o presidente da Oikos - Associação de Defesa do Ambiente e do Património, de Leiria, Mário Oliveira. E, manda o senso-comum, que se aponte os suinicultores como causadores da moléstia.  Desta vez, porém, a Associação de Suinicultores de Leiria (ASL) não aceita ser bode expiatório. David Neves, presidente da ASL, garante que os espalhamentos são uma prática “ambientalmente sustentável” e que a legislação comunitária “estimula” este procedimento, rotulando-o de “prática de economia circular e de valorização agrícola”. Assegura ainda que, este ano, o espalhamento foi feito lançando mão do processo de incorporação e injecção directa em profundidade no solo.  “Sem moscas nem odores.” Então, por que razão há moscas e odores nos campos e na cidade do Lis? “Há anos que digo que nem tudo o que chega aos campos do Lis e ao Rio Lis são efluentes suinícolas”, acusa o responsável e exemplifica com casos recentes de poluição detectados na foz do rio e na Vieira de Leiria.  “Tenho fotografias de depósitos a céu aberto de coisas que nada têm a ver com as suiniculturas, embora, algumas, sejam de outros sectores da pecuária.” Sem explicar exactamente o que são as “coisas” que refere, Neves sublinha que, no seu entender, tem sido feito um trabalho exemplar pelos suinicultores da região de modo a “reduzir a poluição”.  “É um trabalho que fez com que a Ribeira dos Milagres seja agora dos afluentes mais limpos da Bacia do Lis”, argumenta. Ainda assim, reconhece, ser “preciso minimizar” o impacto dos odores e da poluição, avaliando todo o processo e com a intervenção de todos os intervenientes “de todos os sectores” e “trabalhando em conjunto”. “Nós, suinicultores, estamos já a fazê-lo!”, resume.  Quem fiscaliza as quantidades de efluente? O espalhamento de efluentes oriundos de explorações pecuárias e, em especial de suiniculturas, é um processo especial e não deveria ser uma prática reiterada.  “Deveria ser uma solução transitória e temporária, enquanto não se criava uma Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES), mas passou a definitiva porque a ETES nunca vê a luz do dia! É um processo que se arrasta há 20 anos”, aponta Mário Oliveira.  Para efectuar espalhamentos, é necessária uma licença atribuída pelo Ministério do Ambiente, da qual consta uma data de validade e a quantidade de resíduo permitida por hectare. Mas, como os ambientalistas da Oikos alertam há quase duas décadas, não há controlo da quantidade depositada nos solos agrícolas da região, nem do impacto que a sobrecarga tem nos aquíferos subterrâneos ou na qualidade dos solos, cada vez mais carregados de sais.  “Se o espalhamento fosse feito uma vez por ano, respeitando todas as regras, o fósforo e azoto provenientes dos efluentes seriam excelentes fertilizantes e benéficos para a agricultura. Mas, com a repetição constante da operação, há uma alteração profunda no solo, pervertendo o efeito positivo”, explica o presidente da associação.  Mário Oliveira adianta que a quantidade excessiva também escorre para as linhas de água e rios. “Os recursos hídricos têm de ser protegidos. Isto não é apenas um problema de maus odores e moscas. O distrito cheira mal! Todo ele! Como se pode convidar pessoas a virem visitar- nos ou a irem para as Termas de Monte Real, com um cheiro fétido daqueles?”, questiona.  

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

GNR identifica duas suiniculturas suspeitas de descargas ilegais em Amor

A GNR de Leiria anunciou hoje ter identificado duas suiniculturas suspeitas de descarga de efluentes para a ribeira de Fagundo, na freguesia de Amor, no concelho de Leiria. 
Em comunicado, a GNR informa que os militares do Núcleo de Protecção Ambiental (NPA) do Destacamento Territorial de Leiria detectaram duas fontes de poluição na ribeira do Fagundo, na manhã de ontem, terça-feira. 
"Esta acção surge na sequência de uma denúncia de descargas de efluentes, que numa pronta resposta desta guarda levou à detecção e visualização de uma descarga de efluentes, realizada por uma exploração suinícola, com recurso a um tubo plástico introduzido na lagoa de depuração dos efluentes, onde, com o auxílio da força da gravidade, os mesmos eram encaminhados para uma vala, desaguando naturalmente no referido curso de água", refere o comunicado. 
A nota de imprensa diz ainda que foi detectada ainda "uma outra fonte de poluição, efectuada por uma outra exploração pecuária, com descargas de efluentes para o solo", permitindo o "seu escoamento natural para um coletor de águas pluviais, com ligação à ribeira em causa". 
Fonte da GNR de Leiria disse que os "infractores foram identificados" e "após a recolha de toda a informação, vestígios e indícios" foram elaborados dois autos de notícia por crime de poluição, que foram remetidos ao Tribunal Judicial da Comarca de Leiria.

Foto e texto: Jornal de Leiria
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